Criando um Live-Pendrive Debian

Há tempos eu queria mostrar como se faz isso e o quanto é simples.

Normalmente quando se tem algum problema com o sistema e nenhum dos recursos convencionais dão certo, o que todo mundo te diz é:

“Dá um boot com um live-cd de qq XXXXX e faz o que você precisa”

Beleza, mas e quando você tá com seu Netbook, ou quando o Servidor tem aquele Drive de CD/DVD hotplug que é usado nos outros 32 servidores e naquele momento está sendo usado por alguém em outro servidor?

Dá um boot com o pendrive :D

Fazer isso como Ubuntu é facinho facinho, ta cheio de documentação pela internet a fora. E fazer isso com o Debian, também não é difícil, mas as formas são várias, eu vou mostrar uma dela usando uma ferramenta nativa do Debian, mas que pode ser usado no Ubuntu para gerar um Debian.

Bacana né?

Então mão na massa.

No seu Debian ou Ubuntu instale a ferramenta live-build:

aptitude install live-build

Esqueci de dizer no início, mas você terá que estar conectado na internet para fazer da forma que eu vou mostrar, entretanto nada que um “lh config -u” não resolva para criar a partir de um DVD, NFS, FileSystem dentre outros.

Em seguida crie um diretório com o nome da versão do Debian que deseja criar o live pendrive.

Vou fazer com o Squeeze. Então:

mkdir squeeze

cd squeeze

O próximo passo é criar a “árvore de configuração”. Vou mostrar o básico depois dou uma sofisticada.

Criando a configuração:

lh config -d squeeze -b usb-hdd –packages “xfce4″

Bom, vou explicar rapidamente o que esta linha fará.

Ela criará uma configuração que criará um uma imagem para dispositivos USB (-b usb-hdd) com Debian Squeeze (-d squeeze) e que vai ter os pacotes necessários para subir um XFCE 4 (–packages “xfce4″).

Só uma observação. O pacote “xfce4″ é um “meta pacote” que traz como dependência todos os pacotes para que o XFCE4 funcione corretamente. Lógico que só virão tudo que o XFCE4 precisa, então não contem com Web Browsers ou terminais sofisticados.

A partir de agora você já poderia criar sua imagem, entretanto o live-build buscaria todos os pacotes do repositório “http://ftp.de.debian.org/debian”, ou seja, lá na Alemanha, além de criar sua imagem baseada na arquitetura do computador onde está sendo gerada e escolhendo o hostname, que é uma perfumaria mas eu gosto, debian arbitrariamente, vai configurar o idioma para inglês e o teclado também para o idioma configuração US.

Então, por exemplo, se tu criar uma imagem no seu notebook que for i386, a imagem terá a os pacotes da arquitetura i386, que por sua vez vai funcionar num amd64, mas vice e versa não acontece a mesma coisa. O seu sistema estará em inglês e o teclado também configurado para esta lingua, você não terá browser, nem editor de texto nem nada, só xfce. O melhor é definir tudo que você precisa para já criar uma  imagem, digamos, personalizada.

Bom, então vamos sofisticar um pouco mais nossa linha de configuração. Para isso remova tudo que está dentro do diretório que criou inicialmente.

Existe o comando “lh cleanup”, mas não sei por que cargas d’agua não funciona, então use o cleanup apelidado de “rm -rf”.

Melhorando a configuração da nossa imagem:

lh config -a i386 –mirror-bootstrap http://ftp.br.debian.org/debian/  –mirror-chroot http://ftp.br.debian.org/debian/  –mirror-binary http://ftp.br.debian.org/debian/ –debconf-frontend dialog -d squeeze -b usb-hdd -l pt_BR –hostname debian-live –fdisk fdisk –packages “xfce4 iceweasel vim bash-completion”

Agora sim o trem ficou chique. Aqui a gente definiu qual arquitetura (-a i386) definimos qual seria o mirror que será base para fazer o bootstrap (–mirror-bootstrap http://ftp.br.debian.org/debian/), vai fazer o chroot para criação da imagem com base nos pacotes do repositório Debian do Brasil (–mirror-chroot http://ftp.br.debian.org/debian/), vai também baixar os binários (entenda como pacotes) do repositório do Brasil (–mirror-binary http://ftp.br.debian.org/debian/), vai mostrar um dialogo para você escolher o mapa de teclado (–debconf-frontend dialog), vai instalar seu sistema em Português do Brasil (-l pt_BR), vai configura o hostname da sua imagem para debian-live (–hostname debian-live), usará o fdisk e não o fdisk.gnu (–fdisk fdisk) e por fim vai criar sua imagem com alguns pacotinhos úteis como o Vim e um Browser a sua escolha, eu escolhi o Iceweasel (–packages “xfce4 iceweasel vim bash-completion”).

Pronto, agora ficou uma configuração bacana, mas isto pode ser melhorado, faça o comando “lh config -u”, dito anteriormente, e explore tudo que puder, vale a pena.

Ok, neste ponto nossa configuração para a criação da imagem estará pronta, nos resta criá-la. Para criar a imagem é bem simples, execute o comando a seguir:

lh build

Agora sua imagem começará a ser criada.

Enquanto o processo de criação está sendo concluído, vamos preparar o pendrive para receber a imagem, então espete o pendrive no computador e envie zeros para ele hehe.

dd if=/dev/zero of=/dev/sdc

!!!!!!!!!!!!!!! IMPORTANTE!!!!!!!!!!!!!! O MEU DISPOSITIVO É SDC, O SEU EU NÃO SEI QUAL É, ENTÃO TOME BASTANTE CUIDADO POR QUE O COMANDO ACIMA VAI DESTRUIR TUDO QUE HOUVER NESTE DISPOSITOVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Feito isso o seu pendrive estará literalmente zerado e neste ponto a imagem também deverá estar terminando de ser criada ou já tenha terminado, então um arquivo “binary.img” deve ter sido criado no diretório de trabalho.

Contando que tudo aí pra cima deu certo, basta agora você usar o próprio dd para enviar a imagem para o pendrive, assim:

dd if=binary.img of=/dev/sdc

Ao término deste comando seu pendrive será um Debian Squeeze Live Pendrive :D .

O que falta para eu descobrir:

A imagem gerada tem cerca de 300MB, e se o pendrive for de 2GB eu terei cerca de 1,5GB inutilizado.

Se eu particionar o pendrive e tentar colocar minha imagem lá, eu vou ter problemas, e não vou conseguir bootar já que não existirá um bootloader no setor inicial do pendrive.

Então resta saber como aproveitar o resto do espaço do pendrive…. mas eu nem pesquisei ainda.

Lembre-se também que seu Live Pendrive será executado em memória, e você até poderá instalar um monte de coisa nele, mas no próximo boot tudo estará como era no inicio.

Bom, fica ai a dica que é, no meu ponto de vista, muito útil.

O Nícolas chegou.

Olá pessoal,

O Nícolas chegou :D . Na verdade ele chegou há 22 dias, mas confesso que ainda não tinha achado tempo e inspiração para escrever, foi mais falta de tempo do que inspiração, mas hoje saiu.

Bom, ele chegou com 36 semans, convertendo isso para meses foi no 8º mês que ele nasceu. Veio um pouco prematuro, mas veio saudável.

Ele, apesar de ter nascido com 8 meses, nasceu com bastante saúde. A data do  nascimento dele foi dia 21/01/2011, um dia depois do aniversário da Carol, minha esposa.

Penso que este foi o maior presente dela, e sem dúvida meu também.

Hoje, já com 22 dias, ele é um moleque esperto e sistemático (Sinto algo semelhante com minha pessoa no ar hehe).

Então para quem ainda não o viu, vou colocar a fotinha dele aqui para todos.

Nícolas Volpato Jorge

Nícolas Volpato Jorge

Não tem muito o que falar… quem é pai sabe o que eu to tentando falar neste pequeno post.

Um abraço para todos.

Ps.: Recomendo um filhão para quem ainda não tem :D

E o Nicolas está chegando…

Pois é, eu disse que atualizaria o blog com as notícias da “minha” gravidez.

Eu menti né? Foda, sem tempo para parar e escrever aqui…

Mas o fato é que a Carol, minha digníssima, já está com 8 meses… um barrigão gigante, e o Nicolas, este é o nome do meu filhote, chuta, mexe e remexe dentro da barriga dela.

Uma coisa interessante nisso tudo, além da própria gravidez, é que o parto dela está previsto para o dia 17 de Fevereiro, que é o mês do meu aniversário e um dia antes do aniversário da minha Mãe (que Deus a tenha), ou seja, se ele segurar a onda ele nasce bem na data do aniversário da minha Mãe.

O mais doido disso é que minha sobrinha, nasceu EXATAMENTE, eu disse EXATAMENTE, no dia do aniversário do meu Pai.

Pensem que bacana vai ser se meu filho nasça no aniversário da minha Mãe? Eu ia pirar com isso…

Bom, este post é só para tirar as teias de aranha do blog e expressar o tamanho da minha felicidade em saber que meu filhote está a caminho.

É isso :D

[]‘s

IV ENSL e VII Latinoware

Este ano eu ainda não havia participado, nem como ouvinte, de nenhum evento. E confesso que fiquei muito triste de não poder ter ido principalmente ao FISL.
Felizmente, e também graças a 4LInux, Itaipu PTI, GNOME Foundation, John Wendell e Izabel Valverde, eu pude participar de dois eventos subsequentes e quase colados um no outro, IV ENSL e VII Latinoware.
Como se não bastasse poder fazer parte destes eventos, eu participei como palestrante, e quando eu disse que deveria agradecer as entidades e pessoas no parágrafo acima não foi atoa, eles me ajudaram muito na missão de falar sobre como ajudar de alguma forma o Projeto GNOME nestes eventos, principalmente fornecendo patrocínio e apoio.
O IV ENSL foi especial por hospedar o VII Fórum GNOME, que por sua vez me possibilitou discutir com a equipe que traduz e desenvolve o GNOME algumas ideias que eu tinha principalmente sobre o fluxo de trabalho das traduções.
Foi muito produtivo esta conversa, e já trouxe resultado para a equipe que traduz o GNOME aqui no Brasil.
Tirando isso foi ótimo poder conhecer pessoas que eu só falava através dos meios “internéticos”, e melhor ainda conhecer novas pessoas muito muito bacanas como o Antonio C. Fernandes, Rafael Gomes, Hugo Doria, Alexandro Silva, Fernandes, Marcelo Santana, Everaldo Canuto, Vinicius Depizzol, Lincoln, Krix Apolinário, Izabel Valverte, Luciana Freitas, Tiago Menezes, Frederic Peters e muitos outros outros, mas os citados estão ou já estiveram diretamente envolvidos com o GNOME, contribuindo de alguma forma.
Natal, local do ENSL, é um lugar lindo (tirando o morro que tinha que subir para chegar no hotel) e o povo nordestino me surpreendeu muito, não sabia o quanto eram bacana. Foi uma experiência fantástica.
Foz do Iguaçu, local do Latinoware, não é tão lindo quanto Natal, mas é um lugar bacana também e tem suas belezas naturais que infelizmente não pude visitar, mas fui no Paraguai (NÃO RECOMENDO) e no Duty Free na Argentina (Esse é bom), e em Foz também tive a oportunidade de me reencontrar com o Hugo Doria, Vinicius Depizzol e Everaldo Canuto, que também estavam em Natal na semana anterior ao Latinoware participando do ENSL e Fórum GNOME.
Em resumo foi bom pra caramba todos os dois eventos.
Como não tirei fotos, vou passar o link do album do Hugo Doria que estava nos dois eventos e parecia o Jorge Tadeu, tirava foto até do chão heheh!!! Sacanagem….

ENSL: http://picasaweb.google.com/hugodoria/ENSL2010#
Latinoware : http://picasaweb.google.com/hugodoria/ENSL2010#

Sobre traduçoes de Software Livre

Olá pessoas leitoras do meu querido Blog que anda mais desatualizado que minha tia que mora lá no interior de Minas Gerais e ainda usa máquina de escrever….
Por que resolvi falar sobre traduções de Software Livre?
Simples, por que eu gosto de traduzir software livre.
Eu pretendo falar aqui sobre dois projetos que gosto de contribuir e o que venho percebendo sobre cada um.
São eles Debian (traduzindo principalmente os po-debconf) e GNOME (Traduzindo principalmente os pacotes extras)
Debian é um processo de certa forma simples, porém falta gente.
Na verdade existe alguma dificuldade pelo fato de tudo funcionar baseado em email e subjects que devem ser bem confeccionados.
Estes subjects na verdade são chamados de pseudo-url’s, e são a base para que o processo de tradução seja registrado pelo robo e consiga ser finalizado de forma correta.
Mas, infelizmente, existem pessoas que não seguem este processo, simplesmente vão lá pegam o catalogo, traduzem, abrem o bug e ta feito a coisa, sem um controle mínimo de qualidade.
Este tipo de atitude mostra o quanto é livre traduzir softwares no Debian, porém pode causar a perda da qualidade no processo de tradução.
Em contrapartida, o processo de tradução do GNOME é mais organizado e mais burocrático, isto na minha opinião.
Porém garante a qualidade da tradução. Além de todo processo ser feito através de uma interface web o que elimina a dificuldade dos email no processo de tradução do Debian.
Vejam bem, não estou dizendo que as traduções feitas no Debian não tem qualidade, as traduções no Debian simplesmente tem mais liberdades de serem feitas, e isto PODE causar uma perda na qualidade.
E por que eu disse que os email’s geram dificuldade? Simplesmente por que muitas pessoas que fazem este trabalho não são Sysadmins, Desenvolvedores ou Nerds aficionados por computadores, são pessoas da sociedade que usam seu “Linux” e querem ve-lo em português, e o fato de isso ser feito através de uma página web no processo de tradução do GNOME facilita a vida dessas pessoas.
Voltando ao processo do GNOME, eu disse que é mais burocrático por que depende de pessoas específicas que tem papeis definidos para executarem as tarefas definidas.
Fazendo um comparativo entre os dois processos, as coisas funcionam assim:
No Debian eu traduzo e se eu quiser usar o bom senso, esperarei alguém revisar e eu mesmo vou enviar a tradução para o desenvolvedor do programa. Se eu não quiser usar o bom senso eu envio sem ninguém nem saber e esta tradução pode ser incorporada ao software.
No GNOME se eu não tiver um certo status, vou poder no máximo traduzir um catalogo de mensagens e esperar que alguém que tenha determinado “status” revise.
Não se preocupe, o GNOME é software livre sim, e apesar de a liberdade da revisão por exemplo, ser tolida!
Como disse antes a liberdade encontrada no Debian pode trazer a falta de qualidade na tradução e a liberdade comedida do GNOME traz esta qualidade, porém faz com que eu dependa da boa vontade das pessoas com status para que meu trabalho seja aprovado.
E mais, para você ser um revisor tem que ter a aprovação para subir de cargo. Estranho, este processo parece com o que eu encontro nas empresas privadas que usam modelos de desenvolvimento catedral. Enfim….
Vejam bem, não é demagogia minha por que não sou um revisor ou algo mais no GNOME, eu nunca nem quis me candidatar por não achar que tenho competência para ser revisor, apesar de fazer isso no Debian com certa qualidade.
Confesso que acho isto um pouco chato. E confesso também que hoje em dia eu me divirto mais com as traduções do Debian.
Aí alguém vai me perguntar, por que o GNOME está 100% traduzido e o Debian não?
Eu respondo: Sei lá pô!!!!!
Eu garanto que faço minha parte para os dois estarem traduzidos. Seja falando sobre o processo em eventos, seja convocando as pessoas para traduzir, revisando no Debian, traduzindo no GNOME, dando dicas para os novatos, fazendo o que eu posso.
Eu não vou colocar referencias ou links no post por que não é a intensão deste orientar alguém sobre como traduzir, isto foi simplesmente uma vontade que eu tinha de falar sobre um assunto que eu vejo que causa problemas nos processos de tradução do software livre, e o pior, afasta as pessoas de fazerem este trabalho.
Espero que em breve algo mude, principalemte no GNOME, dando mais liberdade para que as traduções sejam feitas e revisadas por mais pessoas.
E que mude no Debian para que o processo seja mais simples atraindo mais gente.
Espero não ser massacrado pelo que escrevi aqui hehheh, se for, paciência talvez eu veja algo que não estou vendo simplesmente participando do processo de tradução destes dois projetos.